A PALESTRA COMO INSTRUMENTO NA DESOBSESSÃO.
A PALESTRA COMO INSTRUMENTO NA DESOBSESSÃO.
Waldehir Bezerra de Almeida – waldehir@solar.com.br
A palestra pública dos Centros Espíritas não é somente mais uma oportunidade para divulgar comunicar o Espiritismo, mas, também, um valioso instrumento usado pela Espiritualidade na terapêutica desobsessiva.
Temos insistido, aqui e alhures, na significação, muitas vezes esquecida, das palestras públicas nas Casas Espíritas. Enaltecemos sua importância, por se tratar de um momento alto na primordial função da Casa Espírita, que é a divulgação dos postulados do Espiritismo e a comunicação da sua mensagem de esclarecimento e consolo. Reiteramos que a palestra pública é um momento estratégico para a difusão do Cristianismo Redivivo. Dela participa uma variada gama de pessoas diferenciadas no sexo, na idade, na cultura, na condição econômico-financeira e até mesmo no credo religioso... Muitos dos presentes às palestras espíritas ainda estão em fase de transição religiosa, descontentes, intranqüilos, na busca de uma mensagem que lhes diga as razões do sofrimento e lhes dê respostas às suas dúvidas existenciais. Eis porque deverá a palestra ser inteligentemente planejada e oferecida com didatismo, simplicidade e amor.Desta feita, no entanto, vamos ampliar mais ainda o significado da palestra pública, lembrando que é tida pela Espiritualidade como valioso instrumento no atendimento aos atingidos pela obsessão. Insere-se dentro de um projeto sistêmico desenvolvido pelos Irmãos Maiores na área de assistência espiritual da Instituição, significando que a palestra pública é um momento mediúnico e como tal deve ser realizada.A respeito do que estamos falando, a equipe espiritual da Casa do Caminho, onde prestamos nossa humilde colaboração, ao referir-se ao(à) companheiro(a) em tratamento desobsessivo, manifestou-se pela psicografia explicando que
ao adentrar o recinto destinado às palestras elucidativas da Casa, o(a) companheiro(a) traz lacunas a serem preenchidas. Às vezes a indiferença sôfrega não denota muito entusiasmo pelo tratamento em curso, mas a necessidade íntima persiste, obviamente. A palestra, nessa perspectiva, transforma-se em mais um instrumento em utilização pela equipe desobsessiva no Plano Espiritual.Dessa forma, utilizá-la visando à consecução de mais uma das estratégias dos lidadores da desobsessão na Casa é prioridade inquestionável. Neste sentido, cabe refletir certamente em torno de seu formato, de seu teor”. (...) Assim sendo, será sempre bem-vinda a utilização de estudos de casos, na forma de situações-problema que exijam o envolvimento dos ouvintes na busca de soluções, estas advindas da exploração, por parte do expositor, do repositório de ensinamentos da Doutrina, sempre estimulando o trabalho, a atividade, o estudo e vigilância com oração”.(1) [grifo nosso]
O que a equipe do invisível está nos dizendo é que os irmãos em tratamento espiritual no Centro, não tendo conhecimento de como se processa a terapêutica desobsessiva e não tendo acesso às respectivas reuniões, tornam-se, muitas vezes, indiferentes ao que se passa, não contribuindo, como deveriam, para o seu próprio restabelecimento. No entanto, assistindo às exposições – e essas lhes devem ser prescritas como um dos “remédios” indispensáveis ao seu restabelecimento –, despertam para as verdades espirituais por se sentirem personagens, na maioria das vezes, da temática desenvolvida pelos expositores.Corroborando com a declaração da equipe espiritual de nossa Casa, atentemos para o que diz o Mentor Áulus, ao dar esclarecimentos a André Luiz sobre a presença de uma turba bulhenta de Espíritos que se apresenta em uma reunião de desobsessão:
São almas em turvação mental, que acompanham parentes, amigos ou desafetos às reuniões públicas da Instituição, e que se desligam deles quando os encarnados se deixam renovar pelas idéias salvadoras, expressas na palavra dos que veiculam o ensinamento doutrinário. Modificado o centro mental daqueles que habitualmente vampirizam essas entidades vêem-se como que despejadas de casa, porquanto, alterada a elaboração do pensamento naqueles a quem se afeiçoam, experimentam súbitas reviravoltas nas posições em que falsamente se equilibram. Algumas delas rebeladas, fogem dos templos de oração como este, detestando-lhes temporariamente os serviços e armando novas perseguições às suas vítimas, que procuram até o reencontro; contudo, outras, de algum modo tocadas pelas lições ouvidas, demoram-se no local das predicações, em ansiosa expectativa, famintas de maior esclarecimento”. (2)[grifo nosso]
Diante dessas informações, não devemos minimizar a relevância das palestras, oferecendo-as ao público como uma atividade meramente rotineira, com preocupação única de encher o salão do Centro para “assistir” ao orador, sem os devidos cuidados que o momento exige. Além do encontro do divulgador da Terceira Revelação com o seu público, a palestra é, também, um momento mediúnico coadjuvante na terapêutica desobsessiva levada a efeito pela Instituição. Para que assim seja, necessário se faz que a tribuna espírita seja colocada a serviço do Espiritismo, do programa divulgador e assistencial do Centro e não do orador.
(Publicado na Revista Internacional de Espiritismo, em junho de 2000)
1) Mensagem ditada pelo Espírito Roberto e psicografada por Ricardo Gauche, em reunião mediúnica do Grupo Espírita Casa do Caminho, Guará II – DF, em 11/10/99.
2) ANDRÉ LUIZ. Nos Domínios da Mediunidade, 7 ed., FEB, Capítulo IV, p. 38..Waldehir Bezerra de Almeida – waldehir@solar.com.br
A palestra pública dos Centros Espíritas não é somente mais uma oportunidade para divulgar comunicar o Espiritismo, mas, também, um valioso instrumento usado pela Espiritualidade na terapêutica desobsessiva.
Temos insistido, aqui e alhures, na significação, muitas vezes esquecida, das palestras públicas nas Casas Espíritas. Enaltecemos sua importância, por se tratar de um momento alto na primordial função da Casa Espírita, que é a divulgação dos postulados do Espiritismo e a comunicação da sua mensagem de esclarecimento e consolo. Reiteramos que a palestra pública é um momento estratégico para a difusão do Cristianismo Redivivo. Dela participa uma variada gama de pessoas diferenciadas no sexo, na idade, na cultura, na condição econômico-financeira e até mesmo no credo religioso... Muitos dos presentes às palestras espíritas ainda estão em fase de transição religiosa, descontentes, intranqüilos, na busca de uma mensagem que lhes diga as razões do sofrimento e lhes dê respostas às suas dúvidas existenciais. Eis porque deverá a palestra ser inteligentemente planejada e oferecida com didatismo, simplicidade e amor.Desta feita, no entanto, vamos ampliar mais ainda o significado da palestra pública, lembrando que é tida pela Espiritualidade como valioso instrumento no atendimento aos atingidos pela obsessão. Insere-se dentro de um projeto sistêmico desenvolvido pelos Irmãos Maiores na área de assistência espiritual da Instituição, significando que a palestra pública é um momento mediúnico e como tal deve ser realizada.A respeito do que estamos falando, a equipe espiritual da Casa do Caminho, onde prestamos nossa humilde colaboração, ao referir-se ao(à) companheiro(a) em tratamento desobsessivo, manifestou-se pela psicografia explicando que
ao adentrar o recinto destinado às palestras elucidativas da Casa, o(a) companheiro(a) traz lacunas a serem preenchidas. Às vezes a indiferença sôfrega não denota muito entusiasmo pelo tratamento em curso, mas a necessidade íntima persiste, obviamente. A palestra, nessa perspectiva, transforma-se em mais um instrumento em utilização pela equipe desobsessiva no Plano Espiritual.Dessa forma, utilizá-la visando à consecução de mais uma das estratégias dos lidadores da desobsessão na Casa é prioridade inquestionável. Neste sentido, cabe refletir certamente em torno de seu formato, de seu teor”. (...) Assim sendo, será sempre bem-vinda a utilização de estudos de casos, na forma de situações-problema que exijam o envolvimento dos ouvintes na busca de soluções, estas advindas da exploração, por parte do expositor, do repositório de ensinamentos da Doutrina, sempre estimulando o trabalho, a atividade, o estudo e vigilância com oração”.(1) [grifo nosso]
O que a equipe do invisível está nos dizendo é que os irmãos em tratamento espiritual no Centro, não tendo conhecimento de como se processa a terapêutica desobsessiva e não tendo acesso às respectivas reuniões, tornam-se, muitas vezes, indiferentes ao que se passa, não contribuindo, como deveriam, para o seu próprio restabelecimento. No entanto, assistindo às exposições – e essas lhes devem ser prescritas como um dos “remédios” indispensáveis ao seu restabelecimento –, despertam para as verdades espirituais por se sentirem personagens, na maioria das vezes, da temática desenvolvida pelos expositores.Corroborando com a declaração da equipe espiritual de nossa Casa, atentemos para o que diz o Mentor Áulus, ao dar esclarecimentos a André Luiz sobre a presença de uma turba bulhenta de Espíritos que se apresenta em uma reunião de desobsessão:
São almas em turvação mental, que acompanham parentes, amigos ou desafetos às reuniões públicas da Instituição, e que se desligam deles quando os encarnados se deixam renovar pelas idéias salvadoras, expressas na palavra dos que veiculam o ensinamento doutrinário. Modificado o centro mental daqueles que habitualmente vampirizam essas entidades vêem-se como que despejadas de casa, porquanto, alterada a elaboração do pensamento naqueles a quem se afeiçoam, experimentam súbitas reviravoltas nas posições em que falsamente se equilibram. Algumas delas rebeladas, fogem dos templos de oração como este, detestando-lhes temporariamente os serviços e armando novas perseguições às suas vítimas, que procuram até o reencontro; contudo, outras, de algum modo tocadas pelas lições ouvidas, demoram-se no local das predicações, em ansiosa expectativa, famintas de maior esclarecimento”. (2)[grifo nosso]
Diante dessas informações, não devemos minimizar a relevância das palestras, oferecendo-as ao público como uma atividade meramente rotineira, com preocupação única de encher o salão do Centro para “assistir” ao orador, sem os devidos cuidados que o momento exige. Além do encontro do divulgador da Terceira Revelação com o seu público, a palestra é, também, um momento mediúnico coadjuvante na terapêutica desobsessiva levada a efeito pela Instituição. Para que assim seja, necessário se faz que a tribuna espírita seja colocada a serviço do Espiritismo, do programa divulgador e assistencial do Centro e não do orador.
(Publicado na Revista Internacional de Espiritismo, em junho de 2000)
1) Mensagem ditada pelo Espírito Roberto e psicografada por Ricardo Gauche, em reunião mediúnica do Grupo Espírita Casa do Caminho, Guará II – DF, em 11/10/99.
2) ANDRÉ LUIZ. Nos Domínios da Mediunidade, 7 ed., FEB, Capítulo IV, p. 38.

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